O INCRIVEL MARMORATO.
Marmorato era um zagueiro...zagueiro.
Possuidor de um potente chute, era temido não só pelos goleiros, mas por quem se colocava na barreira.Jogador do Rio Branco A.C., foi convocado para a seleção capixaba de futebol que disputou o campeonato brasileiro de seleções.
Os capixabas venceram a primeira fase, eliminando o Estado do Rio.A próxima etapa seria o jogo contra a seleção mineira.
Em Belo Horizonte venceram os mineiros por 1 x 0.A decisão ficou para o segundo jogo em Vitória no Estádio Governador Bley.
Jogo empatado quando aos 40 minutos do segundo tempo, o árbitro marca pênalti a favor dos capixabas. Frisson no estádio. A torcida em peso grita e pede.
Marmorato...Marmorato...
Atendendo ao apêlo da torcida o técnico manda Marmorato para cobrança.
O zagueirão,cheio de confiança, ajeita a bola na marca..toma distância e...pimba. Bate tão forte que a bola passa ,sobe, passa por cima da baliza e vai cair fora do campo.
Entretanto o mais inusitado aconteceu.
A chuteira do Mamorato, tamanho 44" bico largo "- não tomou o caminho da bola, caiu dentro do gol, balançando a rede para decepção da grande plateia que naquela tarde do domingo lotava as dependências do velho estádio capixaba.
Ouça pela Rádio NucleoBarreto 98.7 FM -pela Internet. www.nucleobarreto.org o programa ZONA NORTE-SUA HISTÓRIA -SUA GENTE -
Todas as sextas-feiras de 10 ao meio dia.
Apresentação - CEZAR RIZZO.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
RIO 2016-penalti para ser cobrado.. sem paradinha.
Este texto me foi enviado pelo companheiro Halmalo Silva que infelizmente não citou seu autor.
Entretanto dado ao seu conteúdo resolvi repeti-lo neste espaço.
OLHAR PRA FRENTE. E OLHAR PRA TRÁS.
Agora que o papel picado já começa a ser recolhido nas ruas, e o sol já se pôs atrás do redentor acima da cidade, é tempo de entender o tamanho do que o Brasil conquistou.Na próxima década, uma planetaria lupa se aproximará do pais-mais especificamente do Rio de Janeiro. Uma final de Copa do Mundo. Os Jogos Olímpicos. O que o COI fez na sexta-feira , 2 de Outubro, em Copenhague, foi marcar pênalti a favor do Brasil. Um imenso e impensável penalti. Um penalti claríssimo. É esse penalti que o Brasil tem agora sete anos para cobrar. O problema é o goleiro.Quem é o goleiro?
Nelson Rodrigues escreveu certa vez que o brasileiro é um narciso às avessas-pois adora cuspir em sua própria imagem. Quem se acostumou a frequentar o Maracanã nos anos 80 e 90 - e a patinar pelos rios de urina que corriam no anel de arquibancadas, entende profundamente a frase. O brasileiro é assim - adora reclamar do Brasil. Mas...na hora de melhorá-lo, bom, quem nunca furou um sinal(ou farol) vermelho?
A ironia é que o brasileiro é assim mesmo- adora falar mal do Brasil, e adora ser brasileiro.Vê alguém furando a fila?Sem indigna.Chega atrasado e tem uma brecha? Ah, só hoje. No fundo, odiamos e amamos essa malandragem ao mesmo tempo. E amamos porque acreditamos que ela nos faz uma vantagem ímpar.Ninguém sabe driblar como o brasileiro...ninguém sabe resolver as coisas difíceis com o brasileiro. Devíamos ter patenteado o jeitinho há 500 anos, claro.
Como sabemos profundamente que somos assim...no dia em que conquistamos o direito de sediar uma Olimpiada, o brasileiro está feliz..é cético. Está comemorando , mas dizendo que "vão meter muito a mão" .Está orgulhoso, mas com o pé atrás.É justo. Basta olhar para o passado recente. Os céticos dirão-não sem razão - que somos especialistas em superfaturamento com vara, em orçamento á distância, em 110m sem algemas e esportes afins.Dirão sobretudo que o não-legado do Pan de 2007 lança enormes nuvens sobre os jogos que virão.É verdade.muito verdade.
Quando o Rio ganhou o direito ao Pan, em 2001, promessas foram lançadas ao léu. E nada se cumpriu. A cidade ganhou dois ou rês equipamentos de primeiro nível, fez jogos sem violência..e só. Não houve despoluição da Baia da Guanabara.Não houve metrô para a Barra da Tijuca ( nem para o nunca). Não houve TransPan, nem uma módica obra de infra-estrutura. Houve, sim uma denúncia de sobrepreço atrás da outra.
Perto de uma Olimpíada, O Pan custa um troco. A previsão brasileira para 2016 é,hoje, de R$ 25 bilhões de gastos. A experiência mostra que esse é apenas o ponto de partida. E é exatamente aqui que devemos parar. Parar e olhar, nacionalmente, para a frente.
Há 15,20 anos seria impensável ver o Brasil sediando os dois maiores eventos esportivos do planeta. Mais que impensável seria risível. O Brasil tinha uma democracia infantil, inflação galopante e pouca projeção planetária. Era uma terra exótica de onde veio o Pelé, repleta de multas, macacos e cobras. A capital se chamava Buenos Aires, o Carnaval era um barato...e pegando um Taxi em Ipanema,você desembarcava na Amazônia.
A vitória de agora mostra que algo mudou. Hoje, o mundo já ouviu falar de São Paulo, Já ouviu falar de Brasília.Já não enxerga o Brasil como aquele nanico curioso que sabe jogar futebol. O proverbial pais do futuro começa a olhar pra frente com confiança. Mas, pra que isso funcione, é preciso - como diria Roberto Carlos - é preciso saber viver.
Sim porque a corrupção continua saltitante e ululante. Assim como o jeitinho e seu subproduto mais vil - a impunidade. E decerto, em corredores e subterrâneos, há sinistras ratazanas salivando diante das oportunidades á rente.Mas esses bichos existem desde sempre - e existiram em todos os paises.A questão, para o Brasil, é outra.
O Brasil precisa mudar por dentro. Precisa abolir suas regras surdas-precisa deixar de achar que conchavo e conversinha resolvem os grandes problemas. Precisa, em resumo, abolir o malandro. Do futebol à politica,O Brasil valoriza a ginga e o drible. Mas quando um dribla... outro é driblado.Todo malandro precisa de um otário. E, nesse particular caso, pouco são malandros, quase 180 milhões são otários.
Então,é um proposta singela. Precisamos revogar a lei de Gerson, parar de acreditar que o jeitinho é legal. É uma diferença sutil- a ginga é bacana, enganar o próximo não. Parodiando um famigerado revolucionário, devemos endurecer, sem perder a ternura - pois a ternura é nossa maior identidade.Essa sutiliza - a fronteira entre a tolerância e a impunidade - é que precisamos entender. Aprender a punir quem precisa ser punido sem deixar de gostar da festa - tai nossa missão nos próximos sete anos.Não é tarefa fácil - pois rebeldia e malandragem fazem parte de nossa identidade há cinco séculos.
Temos, pois sete anos para aproveitar a oportunidade e transformar o Brasil. Não roubar, e não deixar roubar. Fiscalizar -e se indignar. Participar -e cobrar. São verbos bonitos hoje - mas chatos quando o tempo passa. dão trabalho. Se não aprendermos a conjugá-los, se deixarmos pra lá , se acharmos que é com os outros...é bem possível que tenhamos um belo evento esportivo daqui a sete anos - como tivemos em 2.007. E isso, obviamente, será perder uma chance única.
É ESSE O PENALTI QUE O BRASIL PRECISA COBRAR. PERDÊ-LO...SERÁ DEIXAR PASSAR ENCILHADO O CAVALO DESTA HISTÓRIA TROPICAL.
Entretanto dado ao seu conteúdo resolvi repeti-lo neste espaço.
OLHAR PRA FRENTE. E OLHAR PRA TRÁS.
Agora que o papel picado já começa a ser recolhido nas ruas, e o sol já se pôs atrás do redentor acima da cidade, é tempo de entender o tamanho do que o Brasil conquistou.Na próxima década, uma planetaria lupa se aproximará do pais-mais especificamente do Rio de Janeiro. Uma final de Copa do Mundo. Os Jogos Olímpicos. O que o COI fez na sexta-feira , 2 de Outubro, em Copenhague, foi marcar pênalti a favor do Brasil. Um imenso e impensável penalti. Um penalti claríssimo. É esse penalti que o Brasil tem agora sete anos para cobrar. O problema é o goleiro.Quem é o goleiro?
Nelson Rodrigues escreveu certa vez que o brasileiro é um narciso às avessas-pois adora cuspir em sua própria imagem. Quem se acostumou a frequentar o Maracanã nos anos 80 e 90 - e a patinar pelos rios de urina que corriam no anel de arquibancadas, entende profundamente a frase. O brasileiro é assim - adora reclamar do Brasil. Mas...na hora de melhorá-lo, bom, quem nunca furou um sinal(ou farol) vermelho?
A ironia é que o brasileiro é assim mesmo- adora falar mal do Brasil, e adora ser brasileiro.Vê alguém furando a fila?Sem indigna.Chega atrasado e tem uma brecha? Ah, só hoje. No fundo, odiamos e amamos essa malandragem ao mesmo tempo. E amamos porque acreditamos que ela nos faz uma vantagem ímpar.Ninguém sabe driblar como o brasileiro...ninguém sabe resolver as coisas difíceis com o brasileiro. Devíamos ter patenteado o jeitinho há 500 anos, claro.
Como sabemos profundamente que somos assim...no dia em que conquistamos o direito de sediar uma Olimpiada, o brasileiro está feliz..é cético. Está comemorando , mas dizendo que "vão meter muito a mão" .Está orgulhoso, mas com o pé atrás.É justo. Basta olhar para o passado recente. Os céticos dirão-não sem razão - que somos especialistas em superfaturamento com vara, em orçamento á distância, em 110m sem algemas e esportes afins.Dirão sobretudo que o não-legado do Pan de 2007 lança enormes nuvens sobre os jogos que virão.É verdade.muito verdade.
Quando o Rio ganhou o direito ao Pan, em 2001, promessas foram lançadas ao léu. E nada se cumpriu. A cidade ganhou dois ou rês equipamentos de primeiro nível, fez jogos sem violência..e só. Não houve despoluição da Baia da Guanabara.Não houve metrô para a Barra da Tijuca ( nem para o nunca). Não houve TransPan, nem uma módica obra de infra-estrutura. Houve, sim uma denúncia de sobrepreço atrás da outra.
Perto de uma Olimpíada, O Pan custa um troco. A previsão brasileira para 2016 é,hoje, de R$ 25 bilhões de gastos. A experiência mostra que esse é apenas o ponto de partida. E é exatamente aqui que devemos parar. Parar e olhar, nacionalmente, para a frente.
Há 15,20 anos seria impensável ver o Brasil sediando os dois maiores eventos esportivos do planeta. Mais que impensável seria risível. O Brasil tinha uma democracia infantil, inflação galopante e pouca projeção planetária. Era uma terra exótica de onde veio o Pelé, repleta de multas, macacos e cobras. A capital se chamava Buenos Aires, o Carnaval era um barato...e pegando um Taxi em Ipanema,você desembarcava na Amazônia.
A vitória de agora mostra que algo mudou. Hoje, o mundo já ouviu falar de São Paulo, Já ouviu falar de Brasília.Já não enxerga o Brasil como aquele nanico curioso que sabe jogar futebol. O proverbial pais do futuro começa a olhar pra frente com confiança. Mas, pra que isso funcione, é preciso - como diria Roberto Carlos - é preciso saber viver.
Sim porque a corrupção continua saltitante e ululante. Assim como o jeitinho e seu subproduto mais vil - a impunidade. E decerto, em corredores e subterrâneos, há sinistras ratazanas salivando diante das oportunidades á rente.Mas esses bichos existem desde sempre - e existiram em todos os paises.A questão, para o Brasil, é outra.
O Brasil precisa mudar por dentro. Precisa abolir suas regras surdas-precisa deixar de achar que conchavo e conversinha resolvem os grandes problemas. Precisa, em resumo, abolir o malandro. Do futebol à politica,O Brasil valoriza a ginga e o drible. Mas quando um dribla... outro é driblado.Todo malandro precisa de um otário. E, nesse particular caso, pouco são malandros, quase 180 milhões são otários.
Então,é um proposta singela. Precisamos revogar a lei de Gerson, parar de acreditar que o jeitinho é legal. É uma diferença sutil- a ginga é bacana, enganar o próximo não. Parodiando um famigerado revolucionário, devemos endurecer, sem perder a ternura - pois a ternura é nossa maior identidade.Essa sutiliza - a fronteira entre a tolerância e a impunidade - é que precisamos entender. Aprender a punir quem precisa ser punido sem deixar de gostar da festa - tai nossa missão nos próximos sete anos.Não é tarefa fácil - pois rebeldia e malandragem fazem parte de nossa identidade há cinco séculos.
Temos, pois sete anos para aproveitar a oportunidade e transformar o Brasil. Não roubar, e não deixar roubar. Fiscalizar -e se indignar. Participar -e cobrar. São verbos bonitos hoje - mas chatos quando o tempo passa. dão trabalho. Se não aprendermos a conjugá-los, se deixarmos pra lá , se acharmos que é com os outros...é bem possível que tenhamos um belo evento esportivo daqui a sete anos - como tivemos em 2.007. E isso, obviamente, será perder uma chance única.
É ESSE O PENALTI QUE O BRASIL PRECISA COBRAR. PERDÊ-LO...SERÁ DEIXAR PASSAR ENCILHADO O CAVALO DESTA HISTÓRIA TROPICAL.
RECEITAS DA DONA YAYA
Depois de alguns dias de ausência, estamos de volta com as receitas de Dona Yaya, minha querida sogra.
DOBRADINHA COM QUIABO.
INGREDIENTES:
1 kilo de dobradinha;meio quilo de quiabo;8 a 10 tomates;1 cebola ralada;2 dentes de alho socado;2 folhas de louro;salsa e cebolinha verde ;sal, pimenta malagueta; uma colher de sopa de banha, uma colher de sopa de manteiga, 2 limões.
COMO FAZER -
1ª Etapa.
Limpe a dobradinha(bucho), lave muito bem em água e caldo de limão.Corte em tirinhas e leve ao fogo para cozinhar com água e sal;meia folha de louro e um amarrado de de salsa e cebolinhas(estas bem picadinhas).Depois de cozinhar escorra e separe. Lave os quiabos,retire as pontas e os cabos e corte em pedaços,coloque de molho em água com suco de limão.
2ª etapa.
Leve ao fogo a banha com meia colher de manteiga a cebola e o alho para dourar,junte os tomates picadinhos sem peles e sementes e meia folha de louro.Frite ligeiramente e adicione os quiabos bem escorridos e a dobradinha.Tempere com sal e pimenta a gosto e refogue bem adicionando água fervente em quantidade suficiente para ficar como molho.Cozinhe em fogo brando até que o quiabo esteja macio e o molho grosso.Minutos antes de retirar do fogo, prove os temperos e junte meia colher de manteiga e bastante salsa picadinha.Sirva em seguida.
(Extraído do caderno de receitas de Dª Yaya de acordo com a ortografia de epóca).
DOBRADINHA COM QUIABO.
INGREDIENTES:
1 kilo de dobradinha;meio quilo de quiabo;8 a 10 tomates;1 cebola ralada;2 dentes de alho socado;2 folhas de louro;salsa e cebolinha verde ;sal, pimenta malagueta; uma colher de sopa de banha, uma colher de sopa de manteiga, 2 limões.
COMO FAZER -
1ª Etapa.
Limpe a dobradinha(bucho), lave muito bem em água e caldo de limão.Corte em tirinhas e leve ao fogo para cozinhar com água e sal;meia folha de louro e um amarrado de de salsa e cebolinhas(estas bem picadinhas).Depois de cozinhar escorra e separe. Lave os quiabos,retire as pontas e os cabos e corte em pedaços,coloque de molho em água com suco de limão.
2ª etapa.
Leve ao fogo a banha com meia colher de manteiga a cebola e o alho para dourar,junte os tomates picadinhos sem peles e sementes e meia folha de louro.Frite ligeiramente e adicione os quiabos bem escorridos e a dobradinha.Tempere com sal e pimenta a gosto e refogue bem adicionando água fervente em quantidade suficiente para ficar como molho.Cozinhe em fogo brando até que o quiabo esteja macio e o molho grosso.Minutos antes de retirar do fogo, prove os temperos e junte meia colher de manteiga e bastante salsa picadinha.Sirva em seguida.
(Extraído do caderno de receitas de Dª Yaya de acordo com a ortografia de epóca).
Assinar:
Postagens (Atom)