sábado, 27 de junho de 2009

diploma

Tomo a liberdade de transcrever na integra a CARTA AO LEITOR, publicada na Revista VEJA -Edição 2118 de 24 de Junho de 2.009
Repito CARTA AO LEITOR e não CARTA DO LEITOR -entendendo esta carta como opinião da Revista.
A melhor e a mais lucida colocação sobre este assunto que esta causando tanta polemica

QUALIDADE SEM DIPLOMA.
O Supremo Tribunal Federal varreu da legislação brasileira mais uma herança da ditadura militar : a obrigatoriedade do diploma de jornalista pra quem exerce a profissão. Ao defender o fim dessa excrescência, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes,disse que ela atentava contra a liberdade de expressão garantido pela Constituição Federal a todos os cidadãos. "Os jornalistas são aquelas pessoas que se dedicam profissionalmente ao exercício plenoo da liberdade de expressão. O Jornalismo e a liberdade de expressão, portando, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser ser pensados e tratados de forma separada", afirmou o ministro.Além de ferir o direito constitucional, que impedia pessoas formadas apenas em outra área de manifestar seu conhecimento e pensamento por meio da atividade jornalista, a exigência teve o seu ridículo exposto por uma comparação brilhante de Gilmar Mendes: " um excelente chefe de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o estado de exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área.
A obrigatoriedade do diploma foi impingida em 1969, auge do regime de exceção instalado cinco anos antes, não pra melhorar o jornalismo brasileiro, mas para controlar o acesso às redações de repórteres, editores e fotógrafos que eram considerados ameaçadores aos generais.
Com a redemocratização do pais, a norma passou a servir de instrumento de pressão politica de sindicatos sobre jornais, revistas e emissoras independentes. O fim da obrigatoriedade alinha o Brasil com as nações onde o jornalismo abriga, sem embaraços de nenhuma espécie. todos aqueles que encontraram no ambiente dos meios de comunicação a melhor maneira de dividir o que aprenderam nos campos da economia, da ciência,do direito, das artes, da moda e do esporte.Dessa forma ganham em qualidade redações, leitores e espectadores. Poderão ganhar também as faculdades de jornalismo, que terão de rever currículos, a fim de formar alunos mais bem preparados para uma competição que se afigura mais dura.

Um comentário:

  1. Muito bom mesmo. Se diploma fosse sinônimo de competência, não tinha tanto Dr. Adevogado por ai.

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