terça-feira, 1 de dezembro de 2009

HISTÓRIAS DO RIZZO

VICENTE.

Em 1955, já locutor esportivo na Rádio Espírito Santo de Vitória, vivenciei a chegada de um jovem lateral direito oriundo do futebol fluminense com passagens pelo futebol Paranaense, Paulista e Pernambucano. Além de boa pinta , Vicente chegou inovando no futebol capixaba. Como lateral não ficava fixo na marcação do ponta esquerda, com a pose de bola, arriscava sempre uma subida ao ataque levando ao desespero o técnico Gentil Cardoso na época diretor técnico do Desportiva Ferroviária
Vicente, bom jogador, não sei por quais motivos recusava ser entrevistado pelos repórteres locais, principalmente os da Rádio Espírito Santo.
Dai, em solidariedade aos companheiros, (na epóca já havia o corporativismo) na hora de escolher o craque do jogo ou mesmo dar notas pelas atuações a minha nota para Vicente, como na maioria dos companheiros era a menor possível, apesar de Vicente ter sido um dos melhores .
Isto deixava o jovem lateral muito "invocado".
A Desportiva tinha uma bonita sede social e após o termino do jogos era realizada a famosa domingueira, uma noite dançante que atraia lindas garotas do bairro de Jardim América.
Estava eu sentado com alguns companheiros na sede social da Desportiva, quando de mim se aproxima o lateral Vicente fazendo uma pergunta a queima roupa.Porque vc. e sua equipe sempre me presenteiam com a menor nota da minha equipe? Sem titubear respondi. Porque vc. merece, até porque pela sua arrogância não dando entrevista para os meus companheiros nem nota será você merece.
Ahi aconteceu um fato que marcou a minha convivência com Vicente com mais de 40 anos.
Aflorava a partir daquele momento a posição conciliadora e amiga do atual vice prefeito de Niterói José Vicente Filho .Disse ele na ocasião:Cara eu estou aqui, longe de minha familia para ganhar um dinheiro pois desta minha atividade depende a sobrevivência de meus pais e dos meus irmãos.
Foi o que faltava para que a paz reinasse entre o craque, que ele realmente era e a imprensa do Espirito Santo, onde Vicente, lateral direito, sagrou-se campeão capixaba de 1965 ao lado Mateus, pai de Jorge Luiz, outro Niteroiense que fez história do futebol do Espírito Santo

O PENALTI COBRADO POR ADEMIR MENEZES
Fui personagem importante do amistoso de inauguração do Campo do Motorista, gloriosa agremiação do município capixaba de São José do Calçado, que fica na divisão com Bom Jesus do Norte e Bom Jesus de Itabapoana. Para a amistoso de inauguração do Estádio foi convidado o Vitória F.C. campeão capixaba de futebol.
O Jogo tinha como atração um convidado muito especial, nada mais nada menos que ADEMIR MARQUES DE MENEZES, artilheiro da Copa do Mundo de 1950 e várias vezes artilheiro e campeão pelo Vasco da Gama e Fluminense.
O Vitória vencia por 2 X 0 quando o arbitro marcou pênalti a favor do time local.
Quem foi chamado para a cobrança? Claro a grande atração do jogo. Ademir Marques de Menses. A torcida aguardava com grande expectativa a cobrança da falta máxima.
Cheio de categoria, Ademir parte para a bola. À epóca na havia paradinha, ou era uma batida forte no canto ou uma colocada no ângulo, Ademir, craque que era, preferiu uma colocada no ângulo. Pegou mal na bola e o autor destas linha então goleiro do Vitória F.C. fez a defesa.
Existem testemunhas do fato, como por exemplo, o jornalista e advogado Célio Junger Vidaure.

VOO NO CONCORDE

Digo com orgulho. O Menino de Jucutuquara,,bairro onde nasci em Vitória Espírito Santo, filho de 'seu" Moyses e da "dona "Adélia" pisou os cinco continentes e ainda de quebra,viajou no Concorde
A história é a seguinte:
Ao viajar para a Espanha para transmissão do grande premio de formula um daquele pais na ocasião realizado em Madrid,e disputado no Autódromo de Barajas estranhei o roteiro para a volta ao Brasil que seria via Paris.
Ao chegar na capital francesa para a viagem de volta, dirigi-me ao balcão da Air France para confirmar e passagem e receber autorização para pernoitar na capital francesa pois era passageiro em transito.
Para minha surpresa passei a ser obsequiado com gentilezas por parte da Cia, pois era um passageiro especial, era passageiro do Concorde.
Sem modéstia posso afirmar que sou o único locutor esportivo do Brasil ao lado bom querido amigo, já falecido, Raul Brunini a realizar um vôo na velocidade mach2, ou seja, em velocidade superior a do som




Um comentário:

  1. Excelentes histórias!
    A do concorde eu até conhecia, mas não podia imaginar a convivência com Zé Vicente de tanto tempo!
    O penalti foi SENSACIONAL!
    Valeu pai. Amei. Vou te acessar mais vezes!
    Bjs,
    Número 2.

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